Para se lembrar... Em Crônicas de uma pequena Amarelinha
Querido leitor, parece algo extremamente simples, mas uma das coisas que mais gosto em meus novos dias normais, é acordar pela manhã, apanhar meus chinelinhos, descer as escadas e fazer meu café, ou alguma outra atividade, mesmo que depois volte me deitar, se não for dia de trabalho.
Isso trabalha muito minha mente durante o tratamento, a questão da independência. Por meses tive algumas limitações que me restringiam para realizar coisas que a maioria faz todo o dia e particularmente não pensa como é importante realizar coisas, como sentar na cama, se virar ou levantar sozinha. Tomar um banho ou utilizar o banheiro sem que alguém esteja ali com você.
O que quero fundamentar com a postagem de hoje é algo trivial pode ser importante e você leitor, ou alguém que conheça não tem valorizado isso. O diálogo sobre as coisas, troca de experiências, me assusta plenamente eu não conhecer ou ouvir ninguém diagnosticado com Colangiocarcinoma intra-hepático aos trinta, não que seja algo que se deseje para alguém pois não é.
Na minha "nova vida" convivendo com o Câncer observo e sinto, que às vezes as pessoas nem escondem o seu preconceito por eu estar em algum lugar, mesmo que atualmente a fisicamente o que representa a patologia são apenas meus braços sempre roxos da minha luta. O que me diferencia está mais relacionado as algumas limitações para que eu possa estar exercendo minhas atividades.
E sinceramente, bochichos, conversas ou quaisquer outras coisas, são apenas perda de tempo e insensibilidade, no mais ... Eu só estou tentando não morrer como alguém que não lutou para viver tudo o que sonhou, e testemunhar o amor de Deus em minha vida, como obra e milagre Dele...
( conteúdo na integra em livro: Crônicas de uma pequena Amarelinha)
Beijos de luz...